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quarta-feira, 5 de agosto de 2015

Família Weltman em ação pró Jerônimo

Já em 2014, a família Weltman, de Moisés Weltman, criador da história de Jerônimo - o Herói do Sertão, se mobilizava para conservar os direitos e a memória do Pai, que foi grande jornalista, radialista , novelista e amigo de Edmundo. 

Veja só o texto que chegou a circular na mídia em 2014

" Família tenta salvar legado do criador de ‘Jerônimo’
RIO - Autor da lendária radionovela dos anos 50 e 60 Jerônimo, O Herói do Sertão, Moysés Weltman (1932-1985) – radialista, novelista, roteirista, quadrinista – deixou um rico acervo, organizado por décadas por sua mulher e agora defendido por seus três filhos. Eles buscam patrocínio para recuperar fitas de áudio e vídeo, quadrinhos e material impresso, em sua maior parte sob a guarda do Arquivo Nacional, no Rio, e digitalizar o material, para poder exibi-lo integral e gratuitamente na internet.
A família acredita que uma declaração dada pela presidente Dilma Rousseff no início do mês, na cerimônia de assinatura de decreto de adaptação das rádios AM para FM, possa ajudá-la na empreitada. "Eu lembro que no período das 18 horas, em Belo Horizonte, a gente escutava na Rádio Nacional Jerônimo, O Herói do Sertão. Era interessante, um herói local, coisa rara no Brasil", disse Dilma na ocasião.
As aventuras do paladino da justiça pelos interiores de um País ainda muito rural, um homem misterioso que lutava contra poderosos coronéis em defesa dos oprimidos, sempre na companhia de seu ajudante Moleque Saci e de sua eterna noiva Aninha, foram ao ar na Rádio Nacional de 1953 a 1967. Era sucesso absoluto não só entre as crianças e adolescentes, mas também entre o público adulto.
A narração era de Mário Lago e a transmissão era de segunda a sexta, pontualmente às 18h35. O valente Jerônimo tinha a voz do ator Milton Rangel, dublador de astros de Hollywood como Henry Fonda, Gregory Peck e Gene Kelly, e eletrizava a audiência montado em seu cavalo Príncipe.
Da radionovela, que teve 3.276 capítulos e foi influenciada pelos westerns norte-americanos, surgiram, três anos depois, os quadrinhos, também escritos por Weltman e com desenhos de Edmundo Rodrigues. Foram feitas também duas versões para a TV: uma em 1972, produzida pela TV Tupi, e outra em 1984, do SBT.
Se hoje o justiceiro está aposentado, suas peripécias vivem na memória de quem era jovem nas décadas de 50 e 60. Na internet, gibis do herói, que foram produzidos por dez anos, são vendidos como raridades.
O projeto de restauração e digitalização do acervo Moysés Weltman já foi aprovado na Lei Rouanet no valor de R$ 729.700. Inclui a telecinagem (passagem para a mídia digital) de novelas, programas de rádio, seriados e 31 filmes, curtas e longas-metragens em acetato de 16mm e 35mm.
Está prevista ainda a recuperação de scripts, revistas, fotonovelas, letras de músicas infantis, livros, fotos e documentos. São 924 fitas magnéticas no Arquivo Nacional, 218 de roteiros. Tudo isso foi amealhado por toda a vida pela mulher de Weltman na produtora dele.
"Alguns filmes estão começando a avinagrar e parte das fitas está com fungos. É um acervo muito importante para a história da comunicação no Brasil, do rádio, da TV, do mercado editorial, que já tem o selo do Conselho Nacional de Arquivos como um acervo de interesse público. Nossa expectativa é chamar a atenção de quem se lembra do Jerônimo, que foi o primeiro grande herói brasileiro", diz o filho Fernando Lattman-Weltman.
"Os textos poderão ser reencenados ou adaptados para o teatro, por exemplo. A Dilma falar do Jerônimo foi uma surpresa, mas isso é muito comum. Quem era criança nos anos 50 e 60 ouvia com a família na sala, como hoje se vê TV."
Weltman é autor de duas novelas dos primórdios da TV Globo, Rosinha do Sobrado (a primeira novela das 19 horas, exibida em 1965, ano da fundação da emissora) e Padre Tião (de 1966) Fez também outras novelas de rádio e um seriado em 13 episódios sobre momentos importantes da história do Brasil.
Além do que está no Arquivo Nacional, há material na Cinemateca Brasileira, na TV Globo e na TV Cultura. Os filhos querem reunir tudo e criar um site sobre Moysés Weltman com todo o acervo catalogado, biografia, imagens e depoimentos sobre ele.
Pioneiro do rádio, da TV e dos quadrinhos, Weltman teve uma carreira de 40 anos iniciada na Rádio Nacional. Depois passaria pela Mayrink Veiga, Tupi e Clube do Brasil. Chegou à TV pela Tupi, Canal 6, Canal 13, Continental e participou da fundação de três emissoras: Globo, TVS e Manchete.
Ele colaborou com programas de grande audiência, como o Grande Teatro e o Teatrinho Troll, na Tupi. Primeira produção dramatúrgica da Globo, a minissérie Rua da Matriz, da qual era um dos autores, foi ao ar em seu primeiro dia de transmissão, 26 de abril de 1965."

Logo Edmundo


Nei Lima homenageia Edmundo Rodrigues com foto

Linda essa foto de Nei Lima tirada com o mestre Edmundo Rodrigues. Ela foi postada no facebook, onde colocou a seguinte legenda : " Do fundo do baú. Com o mestre Edmundo Rodrigues, criador do Jerônimo, para os quadrinhos.Registro feito em 2000. — com Edmundo Rodrigues."


Demais !!!

Por trás do Balcão da Padaria. Desenhos Edmundo Rodrigues

Ilustração parte do livro " Por trás do Balcão da Padaria", de Vera Loyola.


O Reizinho personagem que Edmundo Rodrigues desenhou.




Lipe Diaz posta foto homenagem a Edmundo Rodrigues

No começo dos anos 2000,Edmundo Rodrigues palestrou no Centro da Cidade do Rio de Janeiro , e um jovenzinho ( na época) de nome Lipe Diaz, estava presente e fez o registro fotográfico do momento. Onde ele estava? Exatamente atrás de Edmundo.

Hoje, Lipe Diaz é artista renomado, com o conhecimento na área dos Quadrinhos, experiência nos Estados Unidos e dono de curso de desenho. 


Edmundo Rodrigues em cartões telefônicos

Seguem fotos de alguns cartões telefônicos que eram vendidos no Rio de Janeiro, na década de 90, pela Empresa Telemar, que assumiu o setor de Telefonia pós a extinção da Telerj.

Os cartões que seguem em exibição no Museu do Telefone, na Glória (Rio de janeiro) trazem desenhos clássicos da Literatura Infantil Mundial. 



Correspondências para Edmundo Rodrigues

Ao longo da vida, Edmundo Rodrigues recebeu inúmeras correspondências de fãs, profissionais e iniciantes nas Histórias em Quadrinhos.

Todas elas eram respondidas e guardadas. Tanto , que em pleno 2015, muitas dessas correspondências ainda existem e retratam profissionais que hoje são reconhecidos, no engatinhar das pranchetas.